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terça-feira, 13 de setembro de 2016
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BOOKNET- LEIA E ESCREVA: A VARIANTE CUNHA!: Bom Dia ! Não sou desses que acreditam que a saída de Eduardo Cunha da Camara Federal, vá trazer uma luz de reflexão democrática, aquela c...
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BOOKNET- LEIA E ESCREVA: A VARIANTE CUNHA!: Bom Dia ! Não sou desses que acreditam que a saída de Eduardo Cunha da Camara Federal, vá trazer uma luz de reflexão democrática, aquela c...
sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
TRIBUTO A CHICO BUARQUE DE HOLANDA
TRIBUTO
A CHICO BUARQUE DE HOLANDA
Um
dia acordei inesperadamente
e
Injuriado, pois
A Vizinha do Lado
fazia
tanto barulho, que imaginei o hotel em Construção.
Beatriz ainda de
Camisola do Dia bateu a minha
porta, pedindo informações
sobre as
Lendas Brasileiras e
em particular sobre Lendas e Mistérios da Amazonia.
Ela È Dançarina e
trabalhava numa casa chamada O Circo Místico
e queria criar um novo número para
se apresentar, pois estava
cansada de encenar
a Ciranda da
Bailarina, espetáculo a três
temporadas em cartaz.
Após
atende-la, voltei a me deitar e sentindo
saudades do lar, da minha
terra natal, fiquei
pensando, qual seria
A Cidade Ideal para me fixar?
A
Vida de Viajante conta a Minha
História, pois foi vendo A
Aurora de Nova York, naqueles
Anos Dourados, ganhando
Dinheiro Em Penca, que
após Doze Anos,
pensei em dar um
Bye, Bye Brasil,
mas como
o Amanhã Ninguém
Sabe, talvez uma
Outra Noite e Outros Sonhos, melhorem
minha sensação de Abandono.
Assim
com um sorriso no pensamento
Até Pensei, poxa
Logo Eu ?, Carioca nascido
na Rua Almirante Tamandaré no
Flamengo, camarada
de Jorge Maravilha, o
Nego Maluco, acostumado
com a Brisa do
Mar, O Futebol, não
posso
querer derramar
lágrimas, como o Pivete derrama
ao ser flagrado em delito pela autoridade, furtando um picolé, e ter
que ouvir o policial dizer “ pare com esse choro moleque,
isso é Choro Bandido”. Esses
pensamentos foram a Gota D'água e
decidi, Chega
de Saudade, voltarei.
No
Grande Hotel onde me hospedava
em Hollywood, A
Cidade Dos Artistas, acordado
que fora Fora de Hora, tomava
meu café Sem Açúcar por
recomendação do
Dr. Getulio e estando
Sem Compromisso mais
imediato, resolvi escrever uma Carta ao Tom, relatando
um pouco do meu Cotidiano, afinal
Amigo é Pra Essas Coisas e é
sempre bom recordar Um Tempo Que Passou.
Peguei
O Caderno, que estava em minha
mochila Atrás da Porta, e
estando
em especial Hoje
bastante Sentimental e
com vontade de
recordar o Bom
Tempo, onde Eu e Voce
na Flor Da Idade,
vivíamos gritando Alô Liberdade, conversando
Sobre Todas as Coisas e
cantando em voz alta pela rua a Cancion Por la Unidad de
Latino América, bons tempos.
Sentei na escrivaninha segurando uma Corrente, presente de
minha Maninha e iniciei a missiva.
São Paulo, Dezembro de 2015
“Querido
Amigo, sei que existem outros
meios de comunicação, mas prefiro As Cartas que
é como eu estivesse Cara a Cara conversando
com você, sentado
na mesa de um bar no Morro Dois Irmãos.
Na Roda Viva
da vida as vezes Uma Palavra
é um Bom Conselho e
Basta Um Dia de
Acalanto, Com Açúcar e Com Afeto para
que eu novamente celebre a
Vida, Até O fim.
Após
o fim do chamado Milagre Brasileiro, sentindo
falta da música, Voltei a Cantar, pensando
em retornar ao Show Biz. Tomei
esta decisão quando num Sabado a Noite voltando
da Ópera , passei
por um Chafariz e
observei
alguém tocando um
blues, estando
o musico tão
absorto nessa tarefa,
parecendo
que tocava o
seu Último Blues. Por
volta da Meia-noite cheguei
ao hotel, onde acontecia
uma festa na Sala de Recepção. Pensei
em dar volta e acessar outra entrada, mas o gerente me viu e acenou,
convidando-me a ir até a
sala. A Festa
Imodesta, parecia ser um
encontro das Nações Unidas pela
presença de pessoas de várias nacionalidades,
e ao ser apresentado a algumas
delas, logo
me identificaram como cantor e pediram para que eu
cantasse algumas canções. Um italiano pediu para C'é piú
samba e um frances Dis-mois
Comment e sem frescura peguei
um violão e iniciei o concerto, que
Seu Chopin me Desculpe, por
usar este termo, lembrando
de um conselho de meu pai, que me dizia “as vezes Vence
Na Vida Quem Diz Sim.” Por
conta do clima animado, começei tocando um Bolero Blues,
mas a recepção
não foi
muito animadora, e então ataquei de
nossas obras; primeiro
foi Um Chorinho, depois
uma Valsinha, relembrei
a Tropicália, passei
para o Partido Alto e encerrei
com Uma Canção Inédita. Após
os aplausos, uma mulher se destacou e reparei que ela trabalhava na
festa e,
diringindo-se a mim disse em português, Deus Lhe Pague.
Fiquei
tão agradecido que
resolvi continuar com o
Pagodespell (foi o
que entendi) quando um gringo pediu para
eu continuar tocando,
colocando uma nota de
Cem Mil Réis ou melhor de cem
dólares no meu bolso.
Troquei
o violão pelo Bandolim e
acompanhado pelos musicos da orquestra local,
cantei A Banda, um
Fado Tropical e
De Volta Ao samba me
deixei embalar pela alegria daquela Noite de Verão,
uma das mais alegres que
tive Na Carreira de
musico. Olha amigo
foi um Forrobodó
daqueles, igual
ao
que tivemos lá em Fortaleza, quando
fomos convidados a assistir O Casamento dos Pequenos
Burgueses, João e Maria,
nossos amigos de faculdade, na Casa de João
da Rosa e Dona Carola,
pais da noiva. Voce se
lembra, foi
o acontecimento do ano, sendo
Noticía de Jornal
com direito A Foto da Capa.
O casal após a cerimonia,
veio nos cumprimentar e agradecer pela presença e eu respondi “
Olha Maria, você é
a Noiva da Cidade, A Mais Bonita,
A Moça do Sonho que
quer Viver do Amor, parece
um Sonho Impossível, mas
você é assim, Uma Menina que
nunca aceitou Qualquer Amor”. O
casal agradeceu nossos
mimos e
convidou-nos a ir no
dia seguinte
com eles e convidados,
conhecer
A Ilha.
Nossa
hospedagem estava reservada
num local conhecido como
A Pousada do Bom Barão, localizado
no Subúrbio da
cidade, numa vila chamada Brejo da Cruz, onde
nos recebeu
com educação e alegria na
porta da estalajem, Meu
Caro Barão e seu filho Léo.
A pousada era simples, mas confortável, apresentando aquele ar de
casa de Gente Humilde, mas extremamente hospitaleira. Enquanto
conversava com o propietário, reparei na parede da sala de estar um
Retrato Em Branco e Preto, da mãe do dono do local, e mais a
frente notava-se uma pintura da Rosa-dos-Ventos, como a
indicar os vários caminhos possíveis aos viajantes.
No
dia seguinte após o café, um carro veio nos apanhar, conduzindo-nos
até o local de partida do barco. Uma Embarcação de
tamanho
médio, estava ancorada, aguardando os navegantes, que chegavam em
grupos, falantes e sorridentes. Pintado em letras grandes, nas cores
vermelho e azul, destacava-se o nome do barco; O Corsário
Do Rei, que seria conduzido por
um experiente capitão, conhecido como O Velho Francisco,
que nos levaria por uma
excursão Na Ilha de Lia, No Barco de Rosa.
Vários colegas de faculdade do
curso de Filosofia
estavam presentes, sendo em
sua maioria do time feminino. Pude rever então; A Rita, A
Rosa, Angélica, Barbára, Carolina, Cecília,
Januária, prima da
noiva, Juca, Kalu, Ligía, Lola,
as gêmeas Luisa e Luiza,
que os pais fizeram questão de registrar, mudando apenas a grafia,
Nicanor, Nina, Renata Maria, Silvia, Joana Francesa
e Ana de Amsterdam, que
carregavam no nome a origem de nascimento, saudosas
amigas. Dentre todas elas,
me lembro daquela
que na Bolsa de Amores,
tinha a cotação mais alta; Yolanda, Morena Bela.
Quando conheci,
Aquela Mulher
ela me pareceu
ser Dura Na Queda,
mas na verdade
era
uma Divina Dama.
Parecia
Mais Uma Estrela e por conta
De Sua Formosura, de sua
postura Faceira, Moto-Continuo,
meu Suburbano
Coração, me
deixou numa Fantasia de
Felicitá. Sonhos Sonhos
São, e me lembro de que me
apiaxonei De Todas as Maneiras,
e
ao revê-la naquele passeio,
uma Lagrima de
saudades correu pelo canto do meu
olho. Mas hoje para mim ela
é Sinal Fechado.
Bem
Meu Caro Amigo,
vou encerrar, já me alonguei por demais, e como
não sou de ficar dando
Murro Em Ponta De Faca,
pode esperar A
Volta do Malandro. Agora
Falando Sério, que coisa chata
o que aconteceu com o Julinho da Adelaide
não? Parece que ele teve Um Dia De Cão sendo
ofendido por uns caras que tenho certeza nunca costruiram nada para o
país. Gostaria de ter estado aí com ele
e vocẽ Mano a
Mano, enfrentando esses
“valentes brasileiros”,
para eles dedico uma musica apropiada, Ode aos Ratos.
Fica
aqui minha solidariedade ao amigo
Julinho, dizendo a ele,
siga Sempre Em Frente, por
que logo estaremos
Todos Juntos na Capital
do Samba,e
entre Umas e Outras, vamos participar de um
Ensaio Geral, onde Desde Que o Samba É Samba, você é um dos maiores. E para esses seus detratores
diga bem alto, “Tira
as Mãos de Mim, Yes Zé Manés”.
Até
Segunda Feira, cordialmente,
Antonio
Brasileiro.
FRIDA KAHLO
EXPOSIÇÃO
FRIDA KAHLO
Conexões Entre Mulheres Surrealistas no México
A
apresentação das obras de Frida Kahlo e contemporâneas, surpreende
pela rusticidade, sensibilidade e espontaneidade da criação
feminina, em especial o trabalho desenvolvido por Frida Kahlo e sua
história de vida.
Frida
Kahlo nasceu em 1907, num momento da história, em que seu país, o
México, estava em convulsão e transformação, o vizinho Estados
Unidos em plena expansão e a Europa se preparando para a auto
destruição.
Seu
pai era judeu-alemão e sua mãe uma índia Oaxaca, que inicialmente não amou
seu pai, pois o seu verdadeiro amor, se suicidou, deixando-a
em profunda depressão e foi depois desse episódio que os pais de Frida se casaram. Esta é a origem de Frida.
Aos
16 anos, conheceu um promissor pintor, chamado Diego Rivera, com quem
viveria mais tarde, uma história conturbada, mas seu coração
inicialmente, batia mais forte por um outro jovem,de nome André, que fazia parte de
um grupo de jovens estudantes inquietos, conhecido como os Cachuchas.
Foi num
dia chuvoso, voltando da casa de André,Frida sofre um acidente gravissḿo, quando o ônibus
onde se encontrava, foi apanhado em cheio por um bonde desgovernado e
arrastado até encontrar algo sólido e parar. O impacto foi tão violenteo, que Frida foi jogada para
fora do ônibus, tendo dentro de si um pedaço de ferro, que lhe
perfurou o abdomem, causando-lhe várias fraturas pelo corpo e
pernas. Um dos seus ex-alunos conta, que o impacto do acidente foi
tão forte, que ela caiu na rua sem roupas, tendo seu corpo sido todo
coberto por uma tinta azul, que um operário que estava ao seu lado
carregava, dando a impressão para quem a via caída no asfalto, de
que uma luz azulada, emergia de seu corpo, como se sua alma estivesse de partida, enquanto um socorrista arrancava o pedaço de ferro de dentro de si. Os médicos que a receberam
e a trataram, não acreditavam em sua sobrevivência, mas depois de um
tempo, Frida foi para casa. Como permanecia a maior parte do tempo
deitada, seu pai que era Fotógrafo, instalou um espelho no teto de
sua cama e lhe comprou algumas tintas e pincéis, para que se
distraísse pintando, onde Frida da inicio a vários auto-retratos que
pintaria.
Apesar
das dificuldades e dores com que vivia, aos vinte anos, Frida se
casou com Diego Rivera, que contava então com 45 anos. Seu pai
concordou com o casamento, por se encontrar quase falido, por
conta dos medicamentos que Frida consumia, e por confiar na promessa de
Diego, de cuidar de Frida.
Durante
três anos o casamento e a vida de Frida e Diego correu tranquilo,
estando ela cada vez mais apaixonada por Diego. Mas talvez por conta
de seu talento, um dia o médico do pintor, disse ao artista que ele
por sua genética, não era homem para ter uma relação monogâmica.
Foi a deixa para Diego começar a ter outros relacionamentos fora do
casamento. Frida se angustiou muito com essa situação e buscou
também outras compensações fora do casamento. Ela se relacionou com
outros homens e também com mulheres, e acabou tendo um caso com Leon
Trotsky, quando este se hospedou em sua casa no México, exilado,
fugindo de Stalin. Diego era comunista e ateu, Frida tinha tendencias
socialistas, mas um de seus alunos, disse que no fundo, ela era
panteísta politicamente.
Frida tentou a gravidez,
queria muito ser mãe, ter um filho, mas por duas vezes teve que abortar, fato que a marcou profundamente como
mulher e que ela refletiu numa tela angustiante, essa sua impossibilidade. Com tudo isso, seu
relacionamento com Diego, chegou num ponto de saturação, e eles se
divorciaram. Frida recebeu então, um covite para expor suas obras em
Nova York e foi um sucesso. Expôs também na Europa e depois de um
tempo retorna ao México. Seus problemas se agravam e ela sofre muito
com as dores que sente, vivendo a base de remédios contra dores fortissímos,tentando aliviar seus sofrimentos. Depois de três anos
separada, casa-se novamente com Diego, seu Deus.
No
México, Frida prepara uma primeira exposição em seu país. Estava
entusiasmada, mas sofria demais com um novo aparelho que usava para
tentar amenizar suas dores na coluna. Seus ex-alunos e amigos
montaram toda a exposição, mas os médicos proibiram sua ida. Seus
amigos porém não desistiram e foram buscá-la deitada na maca e de
ambulância para fazer acontecer a exposição com sua presença. Um
ex-aluno que participou, relata que foi uma das maiores festas, onde
se reuniram pintores, poetas, músicos e participação popular.
Aos quarenta e sete anos, o corpo de Frida não responde mais aos
medicamentos e tratamentos, vindo ela a falecer um 1954. Isso arrasou
Diego, deprimindo-o, e três anos depois de Frida, Diego também se
foi. André Breton um dos percussores do surrealismo, quando conheceu
o trabalho de Frida, logo o reconheceu como surrealista. Frida foi
uma mulher de vanguarda, porém não se considerava uma pintora
surrealista. Mas se pensarmos no que uniu seu pai e sua mãe, sua
história de vida, nos fatos históricos que presenciou- duas guerras
mundiais, o surgimento da União Soviética, a crise do sistema
capitalista nos EUA em 1929 e o ressurgimento das tradições
históricas mexicanas, libertando-se da marcas colonialistas
européia
podemos concluir que, mais surrealista, impossível.
quarta-feira, 23 de março de 2011
ROUBO DE OBRAS DE ARTES
Cadê a arte que estava aqui? A disputa pelos objetos entre os países.
Os museus contam boa parte da história da humanidade a partir das pinturas, esculturas e peças arqueológicas de seu acervo. Mas existem muitas histórias que os museus não contam, principalmente sobre a origem desses objetos.
por Sérgio Miranda
Depois de lutar mais uma vez para tirar a rede do meio do mar Adriático, um grupo de pescadores italianos teve uma surpresa. Além dos peixes, haviam pescado uma escultura de bronze de um jovem corpo masculino nu, sem os pés e com um dos braços levantado à altura da própria cabeça, onde repousava uma coroa de louros. Era 1964 e, 13 anos depois, a escultura, chamada de “Juventude Vitoriosa” e identificada como uma peça grega produzida entre 300 e 100 a.C., foi comprada pelo Getty Museum, de Los Angeles, por cerca de 4 milhões de dólares.Quarenta anos mais tarde, a Itália, alegando que a escultura fora contrabandeada para fora do país, quer a obra de volta. O Getty Museum, por sua vez, afirma que a peça foi encontrada em águas internacionais antes de chegar à Itália – portanto, os italianos não teriam direito sobre ela. Só que o problema não se encerra aí: a escultura provavelmente foi parar no fundo do mar quando estava sendo retirada da Grécia pelos romanos, há 2 mil anos. Italianos, americanos ou gregos: quem, na verdade, detém os direitos sobre a escultura?
Esse é apenas um dos tantos fantasmas que assombram os museus de todo o mundo quando se trata de explicar a origem de muitas de suas peças. Várias obras que estão todos os dias sob os olhares atentos de milhares de pessoas em locais como o Museu Britânico, em Londres, e o Louvre, em Paris, foram parar lá de formas que podem soar contestáveis, como troféu de guerra, por transferência cultural ou por roubo.
Troféu de guerra
Desde que se tem notícia das primeiras guerras da História, as nações vencedoras transferem para seu espólio bens culturais dos países derrotados. Em Teses Sobre a Filosofia da História, de 1940, o filósofo e crítico alemão Walter Benjamin observa o uso de tais bens do país conquistado como triunfo do conquistador e assinala: “Não existe um documento da cultura que não seja, ao mesmo tempo, um documento da barbárie”.Esse é um dos motivos que ajudaram a fazer do Louvre, em Paris, o museu mais famoso do mundo. No começo do século 19, fosse na Itália, fosse no Egito, uma vez que o país tivesse sido conquistado, lá estavam os peritos enviados por Napoleão Bonaparte para coletar o que havia de mais importante e levar para a França. Peças da Antiguidade grega (como o grupo Laocoonte, conjunto de mármore que faz referência ao episódio do cavalo de Tróia relatado na Ilíada, de Homero), tesouros egípcios e obras importantes do Renascimento (como Transfiguração, de Rafael) foram para o museu.
Com a queda de Napoleão, o Tratado de Viena, em 1815, estabeleceu que as obras fossem restituídas ao país de origem: quer dizer, tesouros gregos tomados de Roma deveriam ser devolvidos aos gregos. A medida desagradou os italianos, sobretudo a Igreja, que pressionou os franceses. Eles, a contragosto, devolveram as peças ao país tomado. O grupo Laocoonte, do século 1 a.C., agora está no Museu do Vaticano, em Roma.
O ditador nazista Adolf Hitler também agiu como Napoleão: encarregou seus peritos de avançarem nos territórios conquistados e recolherem o que de melhor fosse encontrado para a formação de um grande museu alemão. Com a queda do nazismo, as obras caíram nas mãos dos aliados e tomaram rumos diferentes. As que estavam oficialmente em poder dos americanos foram devolvidas aos países de origem após o tratado de Potsdam, assinado em 1945. Já os soviéticos decidiram transformar o tesouro recolhido em troféus de guerra, uma maneira de a Alemanha pagar pelos prejuízos causados pela cruzada nazista.
Em 1995, o Museu Hermitage, de Moscou, anunciou uma exposição com parte das obras tomadas pelos russos. Enriquecendo o museu há obras de Degas, Picasso, Matisse, Van Gogh, Gauguin, Cézanne e Renoir, entre outros – algumas delas até então consideradas desaparecidas. Em 1998, a Corte Constitucional determinou a sanção de uma lei que tornou propriedade russa os despojos de guerra.
Herança cultural
Para inaugurar um grande museu próximo às pirâmides de Gizé, em 2011 ou 2012, o Egito solicitou emprestadas algumas peças... egípcias. É o caso da Pedra da Roseta, exposta no Museu Britânico, em Londres, e o busto de Nefertiti, no Museu Egípcio de Berlim. Boa parte do tesouro arqueológico do país – assim como o da Grécia – hoje está em coleções de museus europeus. Muitas vezes esse patrimônio cultural foi retirado antes que qualquer lei existisse sobre o assunto. Assim, expedições estrangeiras levavam para casa o que encontrassem.Na Grécia, o caso mais famoso é o da chamada coleção de Elgin. Entre 1806 e 1811, o diplomata Thomas Bruce, o lorde Elgin, retirou do friso do templo grego Parthenon suas esculturas de mármore, provavelmente porque os achou bonitos. Na época, a Grécia era parte do Império Otomano e, como o governo otomano não fazia questão das peças, foi fácil levá-las para a Inglaterra. Os mármores acabaram sendo vendidos para o Museu Britânico, em Londres. Desde meados do século 20, o governo grego pede a devolução das peças. O museu alega que Atenas não tem um lugar adequado para abrigá-los. Não tinha. Os gregos inauguram ainda este ano, em setembro, o Novo Museu da Acrópole. Com 25 mil metros quadrados e moderníssimo, o museu vai remontar as placas esculpidas remanescentes – como as que retratam Poseidon, Apolo e Ártemis – deixando espaços vazios, à espera da devolução por parte do Museu Britânico.
Mais recentemente, peças arqueológicas, herança cultural de vários povos, são retiradas de seu país de origem para alimentar pesquisadores estrangeiros, financiados por instituiçõ
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sexta-feira, 4 de março de 2011
ANTIGUIDADE-OBRAS ROUBADAS
Notícias » Ciência e Meio Ambiente » Ciência e Meio Ambiente
Iraque recupera mais de 200 antiguidades roubadas
17 de dezembro de 2008 • 17h43 • atualizado às 18h26
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As autoridades iraquianas recuperaram nesta quarta-feira, em Basra, mais de 200 peças arqueológicas que seriam levadas ilegalmente para fora do país, e detiveram sete pessoas acusadas de tráfico de antiguidades. O chefe das operações de segurança em Basra, Mohammed Jawad, explicou em coletiva de imprensa que os detidos afirmaram que existem várias redes de contrabandistas especializados no tráfico de antiguidades na região.
Jawad informou que as detenções aconteceram na região de Abu al-Huseib, no sudeste de Basra, cidade localizada no sul do Iraque.
Entre as 228 peças expropriadas, que pertencem a diferentes períodos da história do país, se encontram oito estátuas de ouro e quase 100 peças de prata.
Fora isso, algumas das antiguidades têm o selo do Museu Nacional do Iraque.
Esse centro cultural, várias jazidas e grande parte das instituições culturais iraquianas foram vítimas de saqueadores desde a invasão americana ao país, que começou em março de 2003.
Jawad informou que as detenções aconteceram na região de Abu al-Huseib, no sudeste de Basra, cidade localizada no sul do Iraque.
Entre as 228 peças expropriadas, que pertencem a diferentes períodos da história do país, se encontram oito estátuas de ouro e quase 100 peças de prata.
Fora isso, algumas das antiguidades têm o selo do Museu Nacional do Iraque.
Esse centro cultural, várias jazidas e grande parte das instituições culturais iraquianas foram vítimas de saqueadores desde a invasão americana ao país, que começou em março de 2003.
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