sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

TRIBUTO A CHICO BUARQUE DE HOLANDA


TRIBUTO A CHICO BUARQUE DE HOLANDA

Um dia acordei inesperadamente e Injuriado, pois A Vizinha do Lado fazia tanto barulho, que imaginei o hotel em Construção. Beatriz ainda de Camisola do Dia bateu a minha porta, pedindo informações sobre as Lendas Brasileiras e em particular sobre Lendas e Mistérios da Amazonia. Ela È Dançarina e trabalhava numa casa chamada O Circo Místico e queria criar um novo número para se apresentar, pois estava cansada de encenar a Ciranda da Bailarina, espetáculo a três temporadas em cartaz. Após atende-la, voltei a me deitar e sentindo saudades do lar, da minha terra natal, fiquei pensando, qual seria A Cidade Ideal para me fixar?
A Vida de Viajante conta a Minha História, pois foi vendo A Aurora de Nova York, naqueles Anos Dourados, ganhando Dinheiro Em Penca, que após Doze Anos, pensei em dar um Bye, Bye Brasil, mas como o Amanhã Ninguém Sabe, talvez uma Outra Noite e Outros Sonhos, melhorem minha sensação de Abandono.
Assim com um sorriso no pensamento Até Pensei, poxa Logo Eu ?, Carioca nascido na Rua Almirante Tamanda no Flamengo, camarada de Jorge Maravilha, o Nego Maluco, acostumado com a Brisa do Mar, O Futebol, não posso querer derramar lágrimas, como o Pivete derrama ao ser flagrado em delito pela autoridade, furtando um picolé, e ter que ouvir o policial dizer “ pare com esse choro moleque, isso é Choro Bandido”. Esses pensamentos foram a Gota D'água e decidi, Chega de Saudade, voltarei.
No Grande Hotel onde me hospedava em Hollywood, A Cidade Dos Artistas, acordado que fora Fora de Hora, tomava meu café Sem Açúcar por recomendação do Dr. Getulio e estando Sem Compromisso mais imediato, resolvi escrever uma Carta ao Tom, relatando um pouco do meu Cotidiano, afinal Amigo é Pra Essas Coisas e é sempre bom recordar Um Tempo Que Passou.
Peguei O Caderno, que estava em minha mochila Atrás da Porta, e estando em especial Hoje bastante Sentimental e com vontade de recordar o Bom Tempo, onde Eu e Voce na Flor Da Idade, vivíamos gritando Alô Liberdade, conversando Sobre Todas as Coisas e cantando em voz alta pela rua a Cancion Por la Unidad de Latino América, bons tempos.
Sentei na escrivaninha segurando uma Corrente, presente de minha Maninha e iniciei a missiva.
São Paulo, Dezembro de 2015
Querido Amigo, sei que existem outros meios de comunicação, mas prefiro As Cartas que é como eu estivesse Cara a Cara conversando com você, sentado na mesa de um bar no Morro Dois Irmãos. Na Roda Viva da vida as vezes Uma Palavra é um Bom Conselho e Basta Um Dia de Acalanto, Com Açúcar e Com Afeto para que eu novamente celebre a Vida, Até O fim.
Após o fim do chamado Milagre Brasileiro, sentindo falta da música, Voltei a Cantar, pensando em retornar ao Show Biz. Tomei esta decisão quando num Sabado a Noite voltando da Ópera , passei por um Chafariz e observei alguém tocando um blues, estando o musico tão absorto nessa tarefa, parecendo que tocava o seu Último Blues. Por volta da Meia-noite cheguei ao hotel, onde acontecia uma festa na Sala de Recepção. Pensei em dar volta e acessar outra entrada, mas o gerente me viu e acenou, convidando-me a ir até a sala. A Festa Imodesta, parecia ser um encontro das Nações Unidas pela presença de pessoas de várias nacionalidades, e ao ser apresentado a algumas delas, logo me identificaram como cantor e pediram para que eu cantasse algumas canções. Um italiano pediu para C'é piú samba e um frances Dis-mois Comment e sem frescura peguei um violão e iniciei o concerto, que Seu Chopin me Desculpe, por usar este termo, lembrando de um conselho de meu pai, que me dizia “as vezes Vence Na Vida Quem Diz Sim.” Por conta do clima animado, começei tocando um Bolero Blues, mas a recepção não foi muito animadora, e então ataquei de nossas obras; primeiro foi Um Chorinho, depois uma Valsinha, relembrei a Tropicália, passei para o Partido Alto e encerrei com Uma Canção Inédita. Após os aplausos, uma mulher se destacou e reparei que ela trabalhava na festa e, diringindo-se a mim disse em português, Deus Lhe Pague. Fiquei tão agradecido que resolvi continuar com o Pagodespell (foi o que entendi) quando um gringo pediu para eu continuar tocando, colocando uma nota de Cem Mil Réis ou melhor de cem dólares no meu bolso. Troquei o violão pelo Bandolim e acompanhado pelos musicos da orquestra local, cantei A Banda, um Fado Tropical e De Volta Ao samba me deixei embalar pela alegria daquela Noite de Verão, uma das mais alegres que tive Na Carreira de musico. Olha amigo foi um Forrobodó daqueles, igual ao que tivemos lá em Fortaleza, quando fomos convidados a assistir O Casamento dos Pequenos Burgueses, João e Maria, nossos amigos de faculdade, na Casa de João da Rosa e Dona Carola, pais da noiva. Voce se lembra, foi o acontecimento do ano, sendo Noticía de Jornal com direito A Foto da Capa. O casal após a cerimonia, veio nos cumprimentar e agradecer pela presença e eu respondi “ Olha Maria, você é a Noiva da Cidade, A Mais Bonita, A Moça do Sonho que quer Viver do Amor, parece um Sonho Impossível, mas você é assim, Uma Menina que nunca aceitou Qualquer Amor”. O casal agradeceu nossos mimos e convidou-nos a ir no dia seguinte com eles e convidados, conhecer A Ilha.
Nossa hospedagem estava reservada num local conhecido como A Pousada do Bom Barão, localizado no Subúrbio da cidade, numa vila chamada Brejo da Cruz, onde nos recebeu com educação e alegria na porta da estalajem, Meu Caro Barão e seu filho Léo.
A pousada era simples, mas confortável, apresentando aquele ar de casa de Gente Humilde, mas extremamente hospitaleira. Enquanto conversava com o propietário, reparei na parede da sala de estar um Retrato Em Branco e Preto, da mãe do dono do local, e mais a frente notava-se uma pintura da Rosa-dos-Ventos, como a indicar os vários caminhos possíveis aos viajantes.
No dia seguinte após o café, um carro veio nos apanhar, conduzindo-nos até o local de partida do barco. Uma Embarcação de tamanho médio, estava ancorada, aguardando os navegantes, que chegavam em grupos, falantes e sorridentes. Pintado em letras grandes, nas cores vermelho e azul, destacava-se o nome do barco; O Corsário Do Rei, que seria conduzido por um experiente capitão, conhecido como O Velho Francisco, que nos levaria por uma excursão Na Ilha de Lia, No Barco de Rosa. Vários colegas de faculdade do curso de Filosofia estavam presentes, sendo em sua maioria do time feminino. Pude rever então; A Rita, A Rosa, Angélica, Barbára, Carolina, Cecília, Januária, prima da noiva, Juca, Kalu, Ligía, Lola, as gêmeas Luisa e Luiza, que os pais fizeram questão de registrar, mudando apenas a grafia, Nicanor, Nina, Renata Maria, Silvia, Joana Francesa e Ana de Amsterdam, que carregavam no nome a origem de nascimento, saudosas amigas. Dentre todas elas, me lembro daquela que na Bolsa de Amores, tinha a cotação mais alta; Yolanda, Morena Bela. Quando conheci, Aquela Mulher ela me pareceu ser Dura Na Queda, mas na verdade era uma Divina Dama. Parecia Mais Uma Estrela e por conta De Sua Formosura, de sua postura Faceira, Moto-Continuo, meu Suburbano Coração, me deixou numa Fantasia de Felicitá. Sonhos Sonhos São, e me lembro de que me apiaxonei De Todas as Maneiras, e ao revê-la naquele passeio, uma Lagrima de saudades correu pelo canto do meu olho. Mas hoje para mim ela é Sinal Fechado.
Bem Meu Caro Amigo, vou encerrar, já me alonguei por demais, e como não sou de ficar dando Murro Em Ponta De Faca, pode esperar A Volta do Malandro. Agora Falando Sério, que coisa chata o que aconteceu com o Julinho da Adelaide não? Parece que ele teve Um Dia De Cão sendo ofendido por uns caras que tenho certeza nunca costruiram nada para o país. Gostaria de ter estado aí com ele e vocẽ Mano a Mano, enfrentando esses “valentes brasileiros”, para eles dedico uma musica apropiada, Ode aos Ratos.
Fica aqui minha solidariedade ao amigo Julinho, dizendo a ele, siga Sempre Em Frente, por que logo estaremos Todos Juntos na Capital do Samba,e entre Umas e Outras, vamos participar de um Ensaio Geral, onde Desde Que o Samba É Samba, você é um dos maiores. E para esses seus detratores diga bem alto, “Tira as Mãos de Mim, Yes Zé Manés”.
Até Segunda Feira, cordialmente,
Antonio Brasileiro.













FRIDA KAHLO

EXPOSIÇÃO FRIDA KAHLO
Conexões Entre Mulheres Surrealistas no México

A apresentação das obras de Frida Kahlo e contemporâneas, surpreende pela rusticidade, sensibilidade e espontaneidade da criação feminina, em especial o trabalho desenvolvido por Frida Kahlo e sua história de vida.
Frida Kahlo nasceu em 1907, num momento da história, em que seu país, o México, estava em convulsão e transformação, o vizinho Estados Unidos em plena expansão e a Europa se preparando para a auto destruição.
Seu pai era judeu-alemão e sua mãe uma índia Oaxaca, que inicialmente não amou seu pai, pois o seu verdadeiro amor, se suicidou, deixando-a em profunda depressão e foi depois desse episódio que os pais de Frida se casaram. Esta é a origem de Frida.
Aos 16 anos, conheceu um promissor pintor, chamado Diego Rivera, com quem viveria mais tarde, uma história conturbada, mas seu coração inicialmente, batia mais forte por um outro jovem,de nome André, que fazia parte de um grupo de jovens estudantes inquietos, conhecido como os Cachuchas.
Foi num dia chuvoso, voltando da casa de André,Frida sofre um acidente gravissḿo, quando o ônibus onde se encontrava, foi apanhado em cheio por um bonde desgovernado e arrastado até encontrar algo sólido e parar. O impacto foi tão violenteo, que Frida foi jogada para fora do ônibus, tendo dentro de si um pedaço de ferro, que lhe perfurou o abdomem, causando-lhe várias fraturas pelo corpo e pernas. Um dos seus ex-alunos conta, que o impacto do acidente foi tão forte, que ela caiu na rua sem roupas, tendo seu corpo sido todo coberto por uma tinta azul, que um operário que estava ao seu lado carregava, dando a impressão para quem a via caída no asfalto, de que uma luz azulada, emergia de seu corpo, como se sua alma estivesse de partida, enquanto um socorrista arrancava o pedaço de ferro de dentro de si. Os médicos que a receberam e a trataram, não acreditavam em sua sobrevivência, mas depois de um tempo, Frida foi para casa. Como permanecia a maior parte do tempo deitada, seu pai que era Fotógrafo, instalou um espelho no teto de sua cama e lhe comprou algumas tintas e pincéis, para que se distraísse pintando, onde Frida da inicio a vários auto-retratos que pintaria.
Apesar das dificuldades e dores com que vivia, aos vinte anos, Frida se casou com Diego Rivera, que contava então com 45 anos. Seu pai concordou com o casamento, por se encontrar quase falido, por conta dos medicamentos que Frida consumia, e por confiar na promessa de Diego, de cuidar de Frida.
Durante três anos o casamento e a vida de Frida e Diego correu tranquilo, estando ela cada vez mais apaixonada por Diego. Mas talvez por conta de seu talento, um dia o médico do pintor, disse ao artista que ele por sua genética, não era homem para ter uma relação monogâmica. Foi a deixa para Diego começar a ter outros relacionamentos fora do casamento. Frida se angustiou muito com essa situação e buscou também outras compensações fora do casamento. Ela se relacionou com outros homens e também com mulheres, e acabou tendo um caso com Leon Trotsky, quando este se hospedou em sua casa no México, exilado, fugindo de Stalin. Diego era comunista e ateu, Frida tinha tendencias socialistas, mas um de seus alunos, disse que no fundo, ela era panteísta politicamente.
Frida tentou a gravidez, queria muito ser mãe, ter um filho, mas por duas vezes teve que abortar, fato que a marcou profundamente como mulher e que ela  refletiu numa tela angustiante, essa sua impossibilidade. Com tudo isso, seu relacionamento com Diego, chegou num ponto de saturação, e eles se divorciaram. Frida recebeu então, um covite para expor suas obras em Nova York e foi um sucesso. Expôs também na Europa e depois de um tempo retorna ao México. Seus problemas se agravam e ela sofre muito com as dores que sente, vivendo a base de remédios contra dores fortissímos,tentando aliviar seus sofrimentos. Depois de três anos separada, casa-se novamente com Diego, seu Deus.

No México, Frida prepara uma primeira exposição em seu país. Estava entusiasmada, mas sofria demais com um novo aparelho que usava para tentar amenizar suas dores na coluna. Seus ex-alunos e amigos montaram toda a exposição, mas os médicos proibiram sua ida. Seus amigos porém não desistiram e foram buscá-la deitada na maca e de ambulância para fazer acontecer a exposição com sua presença. Um ex-aluno que participou, relata que foi uma das maiores festas, onde se reuniram pintores, poetas, músicos e participação popular. Aos quarenta e sete anos, o corpo de Frida não responde mais aos medicamentos e tratamentos, vindo ela a falecer um 1954. Isso arrasou Diego, deprimindo-o, e três anos depois de Frida, Diego também se foi. André Breton um dos percussores do surrealismo, quando conheceu o trabalho de Frida, logo o reconheceu como surrealista. Frida foi uma mulher de vanguarda, porém não se considerava uma pintora surrealista. Mas se pensarmos no que uniu seu pai e sua mãe, sua história de vida, nos fatos históricos que presenciou- duas guerras mundiais, o surgimento da União Soviética, a crise do sistema capitalista nos EUA em 1929 e o ressurgimento das tradições históricas mexicanas, libertando-se da marcas colonialistas européia
 podemos concluir que, mais surrealista, impossível.


quarta-feira, 23 de março de 2011

ROUBO DE OBRAS DE ARTES

Cadê a arte que estava aqui? A disputa pelos objetos entre os países.

Os museus contam boa parte da história da humanidade a partir das pinturas, esculturas e peças arqueológicas de seu acervo. Mas existem muitas histórias que os museus não contam, principalmente sobre a origem desses objetos.

por Sérgio Miranda
Depois de lutar mais uma vez para tirar a rede do meio do mar Adriático, um grupo de pescadores italianos teve uma surpresa. Além dos peixes, haviam pescado uma escultura de bronze de um jovem corpo masculino nu, sem os pés e com um dos braços levantado à altura da própria cabeça, onde repousava uma coroa de louros. Era 1964 e, 13 anos depois, a escultura, chamada de “Juventude Vitoriosa” e identificada como uma peça grega produzida entre 300 e 100 a.C., foi comprada pelo Getty Museum, de Los Angeles, por cerca de 4 milhões de dólares.
Quarenta anos mais tarde, a Itália, alegando que a escultura fora contrabandeada para fora do país, quer a obra de volta. O Getty Museum, por sua vez, afirma que a peça foi encontrada em águas internacionais antes de chegar à Itália – portanto, os italianos não teriam direito sobre ela. Só que o problema não se encerra aí: a escultura provavelmente foi parar no fundo do mar quando estava sendo retirada da Grécia pelos romanos, há 2 mil anos. Italianos, americanos ou gregos: quem, na verdade, detém os direitos sobre a escultura?
Esse é apenas um dos tantos fantasmas que assombram os museus de todo o mundo quando se trata de explicar a origem de muitas de suas peças. Várias obras que estão todos os dias sob os olhares atentos de milhares de pessoas em locais como o Museu Britânico, em Londres, e o Louvre, em Paris, foram parar lá de formas que podem soar contestáveis, como troféu de guerra, por transferência cultural ou por roubo.
Troféu de guerra
Desde que se tem notícia das primeiras guerras da História, as nações vencedoras transferem para seu espólio bens culturais dos países derrotados. Em Teses Sobre a Filosofia da História, de 1940, o filósofo e crítico alemão Walter Benjamin observa o uso de tais bens do país conquistado como triunfo do conquistador e assinala: “Não existe um documento da cultura que não seja, ao mesmo tempo, um documento da barbárie”.
Esse é um dos motivos que ajudaram a fazer do Louvre, em Paris, o museu mais famoso do mundo. No começo do século 19, fosse na Itália, fosse no Egito, uma vez que o país tivesse sido conquistado, lá estavam os peritos enviados por Napoleão Bonaparte para coletar o que havia de mais importante e levar para a França. Peças da Antiguidade grega (como o grupo Laocoonte, conjunto de mármore que faz referência ao episódio do cavalo de Tróia relatado na Ilíada, de Homero), tesouros egípcios e obras importantes do Renascimento (como Transfiguração, de Rafael) foram para o museu.
Com a queda de Napoleão, o Tratado de Viena, em 1815, estabeleceu que as obras fossem restituídas ao país de origem: quer dizer, tesouros gregos tomados de Roma deveriam ser devolvidos aos gregos. A medida desagradou os italianos, sobretudo a Igreja, que pressionou os franceses. Eles, a contragosto, devolveram as peças ao país tomado. O grupo Laocoonte, do século 1 a.C., agora está no Museu do Vaticano, em Roma.
O ditador nazista Adolf Hitler também agiu como Napoleão: encarregou seus peritos de avançarem nos territórios conquistados e recolherem o que de melhor fosse encontrado para a formação de um grande museu alemão. Com a queda do nazismo, as obras caíram nas mãos dos aliados e tomaram rumos diferentes. As que estavam oficialmente em poder dos americanos foram devolvidas aos países de origem após o tratado de Potsdam, assinado em 1945. Já os soviéticos decidiram transformar o tesouro recolhido em troféus de guerra, uma maneira de a Alemanha pagar pelos prejuízos causados pela cruzada nazista.
Em 1995, o Museu Hermitage, de Moscou, anunciou uma exposição com parte das obras tomadas pelos russos. Enriquecendo o museu há obras de Degas, Picasso, Matisse, Van Gogh, Gauguin, Cézanne e Renoir, entre outros – algumas delas até então consideradas desaparecidas. Em 1998, a Corte Constitucional determinou a sanção de uma lei que tornou propriedade russa os despojos de guerra.
Herança cultural
Para inaugurar um grande museu próximo às pirâmides de Gizé, em 2011 ou 2012, o Egito solicitou emprestadas algumas peças... egípcias. É o caso da Pedra da Roseta, exposta no Museu Britânico, em Londres, e o busto de Nefertiti, no Museu Egípcio de Berlim. Boa parte do tesouro arqueológico do país – assim como o da Grécia – hoje está em coleções de museus europeus. Muitas vezes esse patrimônio cultural foi retirado antes que qualquer lei existisse sobre o assunto. Assim, expedições estrangeiras levavam para casa o que encontrassem.
Na Grécia, o caso mais famoso é o da chamada coleção de Elgin. Entre 1806 e 1811, o diplomata Thomas Bruce, o lorde Elgin, retirou do friso do templo grego Parthenon suas esculturas de mármore, provavelmente porque os achou bonitos. Na época, a Grécia era parte do Império Otomano e, como o governo otomano não fazia questão das peças, foi fácil levá-las para a Inglaterra. Os mármores acabaram sendo vendidos para o Museu Britânico, em Londres. Desde meados do século 20, o governo grego pede a devolução das peças. O museu alega que Atenas não tem um lugar adequado para abrigá-los. Não tinha. Os gregos inauguram ainda este ano, em setembro, o Novo Museu da Acrópole. Com 25 mil metros quadrados e moderníssimo, o museu vai remontar as placas esculpidas remanescentes – como as que retratam Poseidon, Apolo e Ártemis – deixando espaços vazios, à espera da devolução por parte do Museu Britânico.
Mais recentemente, peças arqueológicas, herança cultural de vários povos, são retiradas de seu país de origem para alimentar pesquisadores estrangeiros, financiados por instituiçõ

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sexta-feira, 4 de março de 2011

ANTIGUIDADE-OBRAS ROUBADAS

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 Iraque recupera mais de 200 antiguidades roubadas
17 de dezembro de 2008 17h43 atualizado às 18h26

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As autoridades iraquianas recuperaram nesta quarta-feira, em Basra, mais de 200 peças arqueológicas que seriam levadas ilegalmente para fora do país, e detiveram sete pessoas acusadas de tráfico de antiguidades. O chefe das operações de segurança em Basra, Mohammed Jawad, explicou em coletiva de imprensa que os detidos afirmaram que existem várias redes de contrabandistas especializados no tráfico de antiguidades na região.
Jawad informou que as detenções aconteceram na região de Abu al-Huseib, no sudeste de Basra, cidade localizada no sul do Iraque.
Entre as 228 peças expropriadas, que pertencem a diferentes períodos da história do país, se encontram oito estátuas de ouro e quase 100 peças de prata.
Fora isso, algumas das antiguidades têm o selo do Museu Nacional do Iraque.
Esse centro cultural, várias jazidas e grande parte das instituições culturais iraquianas foram vítimas de saqueadores desde a invasão americana ao país, que começou em março de 2003.
EFE