sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

FRIDA KAHLO

EXPOSIÇÃO FRIDA KAHLO
Conexões Entre Mulheres Surrealistas no México

A apresentação das obras de Frida Kahlo e contemporâneas, surpreende pela rusticidade, sensibilidade e espontaneidade da criação feminina, em especial o trabalho desenvolvido por Frida Kahlo e sua história de vida.
Frida Kahlo nasceu em 1907, num momento da história, em que seu país, o México, estava em convulsão e transformação, o vizinho Estados Unidos em plena expansão e a Europa se preparando para a auto destruição.
Seu pai era judeu-alemão e sua mãe uma índia Oaxaca, que inicialmente não amou seu pai, pois o seu verdadeiro amor, se suicidou, deixando-a em profunda depressão e foi depois desse episódio que os pais de Frida se casaram. Esta é a origem de Frida.
Aos 16 anos, conheceu um promissor pintor, chamado Diego Rivera, com quem viveria mais tarde, uma história conturbada, mas seu coração inicialmente, batia mais forte por um outro jovem,de nome André, que fazia parte de um grupo de jovens estudantes inquietos, conhecido como os Cachuchas.
Foi num dia chuvoso, voltando da casa de André,Frida sofre um acidente gravissḿo, quando o ônibus onde se encontrava, foi apanhado em cheio por um bonde desgovernado e arrastado até encontrar algo sólido e parar. O impacto foi tão violenteo, que Frida foi jogada para fora do ônibus, tendo dentro de si um pedaço de ferro, que lhe perfurou o abdomem, causando-lhe várias fraturas pelo corpo e pernas. Um dos seus ex-alunos conta, que o impacto do acidente foi tão forte, que ela caiu na rua sem roupas, tendo seu corpo sido todo coberto por uma tinta azul, que um operário que estava ao seu lado carregava, dando a impressão para quem a via caída no asfalto, de que uma luz azulada, emergia de seu corpo, como se sua alma estivesse de partida, enquanto um socorrista arrancava o pedaço de ferro de dentro de si. Os médicos que a receberam e a trataram, não acreditavam em sua sobrevivência, mas depois de um tempo, Frida foi para casa. Como permanecia a maior parte do tempo deitada, seu pai que era Fotógrafo, instalou um espelho no teto de sua cama e lhe comprou algumas tintas e pincéis, para que se distraísse pintando, onde Frida da inicio a vários auto-retratos que pintaria.
Apesar das dificuldades e dores com que vivia, aos vinte anos, Frida se casou com Diego Rivera, que contava então com 45 anos. Seu pai concordou com o casamento, por se encontrar quase falido, por conta dos medicamentos que Frida consumia, e por confiar na promessa de Diego, de cuidar de Frida.
Durante três anos o casamento e a vida de Frida e Diego correu tranquilo, estando ela cada vez mais apaixonada por Diego. Mas talvez por conta de seu talento, um dia o médico do pintor, disse ao artista que ele por sua genética, não era homem para ter uma relação monogâmica. Foi a deixa para Diego começar a ter outros relacionamentos fora do casamento. Frida se angustiou muito com essa situação e buscou também outras compensações fora do casamento. Ela se relacionou com outros homens e também com mulheres, e acabou tendo um caso com Leon Trotsky, quando este se hospedou em sua casa no México, exilado, fugindo de Stalin. Diego era comunista e ateu, Frida tinha tendencias socialistas, mas um de seus alunos, disse que no fundo, ela era panteísta politicamente.
Frida tentou a gravidez, queria muito ser mãe, ter um filho, mas por duas vezes teve que abortar, fato que a marcou profundamente como mulher e que ela  refletiu numa tela angustiante, essa sua impossibilidade. Com tudo isso, seu relacionamento com Diego, chegou num ponto de saturação, e eles se divorciaram. Frida recebeu então, um covite para expor suas obras em Nova York e foi um sucesso. Expôs também na Europa e depois de um tempo retorna ao México. Seus problemas se agravam e ela sofre muito com as dores que sente, vivendo a base de remédios contra dores fortissímos,tentando aliviar seus sofrimentos. Depois de três anos separada, casa-se novamente com Diego, seu Deus.

No México, Frida prepara uma primeira exposição em seu país. Estava entusiasmada, mas sofria demais com um novo aparelho que usava para tentar amenizar suas dores na coluna. Seus ex-alunos e amigos montaram toda a exposição, mas os médicos proibiram sua ida. Seus amigos porém não desistiram e foram buscá-la deitada na maca e de ambulância para fazer acontecer a exposição com sua presença. Um ex-aluno que participou, relata que foi uma das maiores festas, onde se reuniram pintores, poetas, músicos e participação popular. Aos quarenta e sete anos, o corpo de Frida não responde mais aos medicamentos e tratamentos, vindo ela a falecer um 1954. Isso arrasou Diego, deprimindo-o, e três anos depois de Frida, Diego também se foi. André Breton um dos percussores do surrealismo, quando conheceu o trabalho de Frida, logo o reconheceu como surrealista. Frida foi uma mulher de vanguarda, porém não se considerava uma pintora surrealista. Mas se pensarmos no que uniu seu pai e sua mãe, sua história de vida, nos fatos históricos que presenciou- duas guerras mundiais, o surgimento da União Soviética, a crise do sistema capitalista nos EUA em 1929 e o ressurgimento das tradições históricas mexicanas, libertando-se da marcas colonialistas européia
 podemos concluir que, mais surrealista, impossível.


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